Mittwoch, Oktober 23, 2002

Back to Miami

Remember that summer night when we were in Miami? Well, I remember it quite well...
The moon shinning over us, the beach singing a bautiful symphony, waving the waves, clearing the sand and making fun of us, while laying down, lookin' up to the sky and feeling like in heaven.
I was in heaven, I was with you and nobody else could make me feel like that.
You're the someone who makes a dark evening seems like a clear day, no clouds in the sky and no one else to disturb our peace.
Miami was awsome, it really was. But even more was you, that made my vacations turn into a whole life, the passion that made my heart beat more and more.
And you were there, just when I wished, just when I wanted, just when I needed. You and Miami. Our Miami.
But our dream became much more than that. It became a reallity, where I couldn't escape, run away. I wouldn't, we didn't. But we should. The nightmare, the disappointment, the fallout. We fell out, deep inside a dark and down tunnel of pain. Then, angry, hate. The worst feelings that one can feel. And we felt, and we suffered, and we died. We, as only one died. And You and I survived, hurted, weak, dirty, no self esteem, no more us, but just we, as one and one.
We separeted ourselves, we forgot ourselves, we forgave ourselves, and now we're back to Miami.
The sky is always the same here, it never changes, it never stops making dreams become reallity, making heaven become hell. We're not the same anymore, but we'll always have this fascinating sky, the Miami sky.

Montag, Oktober 21, 2002

Mirábula, Jorgina, dentre tantas outras, as duas. Donas do mundo, de seu mundo, que criaram e o acreditavam. Que viviam e vestiam as cores de suas verdades. Para Mirábula as cores eram sóbrias, geladas, como a cor de uma noite escura mas enternecida pela lua, um banho de prata no céu. Jorgina, como toda a sua vida, era vermelha, azul, amarela, verde, as cores do dia que alegravam as manhãs, um arco-íris, como as velhas amizades devem ser.
Eram exatamente assim, uma completava a outra, o dia que vem depois da noite e a noite que vem depois do dia. Eram assim as manhãs e as noites daquele mundo à parte. Mas, como em todos os mundos, existem dias claros e dias conturbados. Não era diferente no mundo das amigas. Passavam pássaros, caíam folhas, relampejava. Ao passar do tempo, relampejava mais e mais. Raios de murmúrio, de inveja, de falsidades. Mas eram apenas raios, que como todos os outros passavam, assustavam no começo, mas terminavam como uma velha e boa chuva de limpeza espiritual.
As conturbações eram muitas. Mas as causas eram poucas. Fumaças, farelos de gente que indagavam o que se passava naquele mundo das duas onde poucos entravam e ainda menos saíam. As cortinas se abriam, o espetáculo começava mais uma vez. Maldizeres, fofocas, intrigas, ladaínhas, calúnias! Tudo e todos faziam um simples dia se tornar uma rebelde tormenta de fogos cruzados no céu.
Mas as duas, Mírábula e Jorgina, não esqueciam que seu mundo era mais forte, que agüentaria, mesmo que calado, por todas as tempestades de acontecimentos.
Não que precisavam da revanche, mas de um desabafo e de um consolo, acima de tudo de algo que mostrasse a força daquele mundo. E assim foi. Mostaram e calaram aqueles que não sabiam. A parede virou pó, com a decepção, com a ilusão que Jorgina mostrou ser o seu engano. E do pó surgiu a raiva, a briga, a incerteza e a perda de valores e pessoas ainda mais caros que o mais caro vaso chinês. E o pó, desiludido, tenta se refazer, mas o vento o sopra para longe, talvez em uma semana esteja de volta, mas não como era antes, nunca será a mesma parede.
Mirábula, não toma atitudes assim, joga mais silenciosa e revela a podridão daquela sociedade, que não era de seu mundo, mas de uma vizinhança não muy amiga. E os podres aparecem, viram migalhas perto daquelas verdades imundas que eles mesmos criaram.
Mas a sujeira sempre reaparece e está de volta quando menos esperamos. Não no mundo de Jorgina e Mirábula, lá a sujeira não tem vez, vira verdade varrida a voltas na vassoura verde, vermelha, voraz, vitalínica, vulvídica. Os mundos são assim, bem diferentes.

Este texto relata uma verdade não só minha, nem só sua. É da vida de todos nós. Criamos mundos diferentes, vivemos em mundos diferentes, em realidades que acreditamos, em verdades nossas, não deles. Mas as verdades, os mundos e as vidas acabam, como um ponto-final depois de um longo texto de romance, suspense, terror, comédia, enfim, mais um ponto-final. O mundo de Jorgina e Mirábula acabará quando entre elas acabar a cumplicidade dos seres, quando entre elas acabar a vida. E esse mundo, que um dia sairá das mãos e das mentes das duas pode ser o seu mundo. Não deixe que os relâmpagos assustem a boa manhã de todos os sonhos, nem que a falta de luz seja o fim de um filme que está passando. Não deixe, não faça aquilo que não deseja aos outros.

Infelizmente aqueles que deveriam ler esse texto, não irão lê-lo, pois são muito medíocres e incapazes de acessar a internet ou de sequer entender a idéia central. Mas se você leu, epero que ao menos a mensagem tenha sido passada e que possa entender qual é o mundo de Mirábula e Jorgina.